Fraudes

burla

O Centro Europeu do Consumidor é muitas vezes contactado por consumidores defraudados que procuram desesperadamente ajuda para recuperar o seu dinheiro. As pessoas enganadas pagaram por vezes elevadas somas, muitas vezes perdidas para sempre.

A melhor maneira de não se deixar enganar é reconhecer as fraudes, para não cair nelas. Por isso, o CEC explica aqui, através de exemplos, algumas das fraudes mais recorrentes e o modus operandi dos burlões profissionais.

Uma coisa é certa: todas as pessoas se deixaram convencer, por pretextos falaciosos e belas promessas, a comprar qualquer coisa, a assinar um contrato ou a pagar uma quantia em dinheiro...e todas tiveram uma desilusão.

Tem dúvidas sobre uma oferta aliciante, mas que parece boa demais para ser verdade? Não assine nem pague nada antes de pedir o conselho de um serviço de apoio jurídico ao consumidor.
Na dúvida, contacte o CEC!



O golpe clássico: a venda de um veículo inexistente

O Centro Europeu do Consumidor recebe com frequência reclamações e dúvidas acerca da compra de veículos na Internet. O esquema utilizado é muitas vezes semelhante: O veículo é anunciado na Internet a um preço muito competitivo, o que desperta o interesse do consumidor. Quando este entra em contacto com o vendedor, é informado de que o veículo e o proprietário se encontram no estrangeiro (a maior parte das vezes no Reino unido) e que não será possível um encontro imediato para a venda.

Para “reservar” o veículo, o vendedor pede um depósito, como prova do interesse do comprador. Na maioria dos casos, é solicitado o depósito via Western Union para o Reino Unido. Note-se que este serviço permite retirar o dinheiro de forma anónima, sendo por isso muito arriscado quando não se conhece o beneficiário.

Mas tudo foi pensado! Para descansar o comprador, enviam-lhe emails falsificados, que o levam a pensar que o próprio sítio da compra (Mobile.de, Autoscout24, eBay) lhes recomenda essa transferência de fundos ou lhe garante o reembolso da soma em caso de problema. Estes emails são em tudo semelhantes aos verdadeiros emails do site em questão, mas evidentemente, não provêm dos seus serviços, que nunca intervêm na venda. Muitas vezes também, o consumidor é redirigido para um site criado unicamente com o fim de se assemelhar a uma verdadeira empresa de transporte de mercadorias, que se ocuparia do envio do automóvel para Portugal. Aí, igualmente, são enviados emails ao comprador para reforçar a confiança na venda.

Uma vez feita a transferência de fundos, a venda não se concretiza e o vendedor desaparece. Outras vezes é ainda pedida ao comprador uma segunda transferência para "desalfandegar" a viatura que estaria, alegadamente, "retida" na alfândega do país, não podendo prosseguir viagem. Mobile.de, Autoscout24 e eBay já colocaram nos seus sites um aviso aos consumidores, na tentativa de impedir estes procedimentos.


O Centro Europeu do Consumidor recomenda:

- Na Internet, as aparências iludem. Certifique-se de que o profissional está devidamente identificado (se o endereço for apenas um apartado ou uma caixa de correio eletrónico, não arrisque).

- Verifique se o sítio eletrónico é seguro (se é https, se exibe o ícone do cadeado e algum logo de certificação).

- Tenha atenção ao método de pagamento que utiliza. O pagamento via Western Union só deve ser feito quando existe confiança entre o ordenante (o consumidor) e o beneficiário (o fornecedor/vendedor).

- Verifique a política de privacidade e os avisos legais e se há informação sobre procedimento para reclamação.


Para mais informações sobre compras na Internet consulte o «Livro Negro dos esquemas e fraudes na Net» (PDF 222 Kb) editado pela Direcção-Geral do Consumidor.


 
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